Neste mês de agosto, o Pelourinho se despede de uma das principais atrações que movimentaram o Centro Histórico de Salvador, no primeiro semestre de 2010. O projeto Vem pra Didá, Vem pro Pelô, um dos 22 aprovados no edital Tô no Pelô lançado em 2008 pela Secretaria de Cultura da Bahia, encerra a temporada de ensaios da banda Didá, após ter lotado diversas vezes o palco da Praça Tereza Batista com seu fiel público e diversos convidados. O projeto vai fechar a edição de 2010 com a cantora Margareth Menezes, em show que acontece na próxima sexta-feira (13), às 20h, no Largo Tereza Batista, dentro da programação do Pelourinho Cultural.
Idealizado por uma das líderes da banda Didá, Viviam, e pelo inventor do samba reggae e fundador da Escola Didá, Neguinho do Samba, o projeto Vem pra Didá, Vem pro Pelô já recebeu diversos artistas baianos e nacionais, alguns bastante conhecidos da mídia e outros ainda sem grande destaque, mas talentosos, como salientou Viviam, em entrevista para o Pelourinho Cultural. Ao total, os ensaios já receberam 19 atrações do total de 20 previstas pelo projeto: Daniela Mercury (15/01), Márcia Short (22/01), Nara Costa (29/01), Will Carvalho (05/02), Manuela Rodrigues (19/02), Gal do Beco (26/02), Mariela Santiago (05/03), Ana Paula Albuquerque (12/03), Paula Azevich (19/03), Célia França (26/03), Mariela Santiago (16/04), Rita Braz (23/04), Mariene de Castro (30/04), Cláudia Cunha (07/05), Ganhadeiras de Itapuã (14/05), Noeme Bastos (21/05), Juliana Ribeiro (28/05), Daniela Tourinho (04/06) e Marilda Santana (06/08).

O projeto teve como objetivo principal reiniciar os tradicionais ensaios da banda Didá no Centro Histórico: “há quase dois anos a Didá não tinha a possibilidade de realizar os ensaios no Pelourinho, então, quando o edital surgiu, nós pensamos que seria uma boa oportunidade, pois proporcionaria a infraestrutura e os recursos necessários para a realização do projeto.
Outra importante característica do Vem pra Didá, Vem pro Pelô foi a realização paralela de trabalhos sociais com a comunidade do Pelourinho, voltados para as mulheres, e em especial, para as negras. Além das ações sócio-culturais de caráter contínuo desenvolvidas através da Associação Educativa e Cultural Didá, Viviam destaca que aproximadamente 90% das convidadas dos ensaios eram negras e tanto a equipe de produção quanto as artesãs que comercializavam na praça eram, em 90%, mulheres. Viviam enfatiza ainda que, com a aproximação do encerramento da temporada é possível perceber que as principais metas do projeto foram cumpridas: “A expectativa de gerar renda e trabalho para as mulheres da comunidade, de mostrar o trabalho de ainda não muito conhecidas, de receber cantoras importantes e de difundir a memória de Neguinho do Samba, tudo isso tem sido realizado de uma forma equilibrada. Acho que a gente superou a expectativa”, afirmou.

No que se refere ao público dos ensaios, Viviam sublinha que nas edições anteriores havia predominância de turistas vindos de outros países, estados e cidades. Já em 2010, o baixo valor dos ingressos (R$5,00) proporcionou à população de Salvador maior acesso: “Isso deu muito certo. Pessoas da comunidade, que convivem com a Didá, seja em projetos sociais e cursos, seja saindo no bloco, etc. puderam acompanhar os ensaios. Além disso, pessoas que não conheciam a banda tornaram-se fãs, ao mesmo tempo em que turistas de outros países e cidades continuam prestigiando nossos ensaios. As pessoas assistem aos shows e voltam para assistir outro”.
Viviam ressalta ainda que o projeto Vem pra Didá, Vem pro Pelô agregou diversas experiências à banda: “Mas o mais importante é sentir, é ver que a banda e a comunidade estão caminhando lado a lado. É estranho viver em uma comunidade e sentir que não há integração ou troca”, sublinhou.
Quando interrogada a respeito da expectativa para o show de encerramento, que contará com a presença da baiana Margareth Menezes, Viviam não escondeu a felicidade de receber a conterrânea. Ela complementa destacando que Margareth é uma artista de importância nacional e que tem uma relação de proximidade com a banda Didá: “Já fizemos outros shows com ela, anteriormente. Acredito que o público vai ser grande e a praça deve ficar lotada, do mesmo modo que aconteceu no show de abertura com Daniela Mercury, que também tem uma história de aproximação com a Didá”.
Viviam comentou ainda sobre a importância de a Bahia contar com a iniciativa de editais como o Tô no Pelô: “Eu lamento que diversos outros bons projetos não tenham sido aprovados. Esse tipo de edital é muito bom, pois proporciona que a cultura continue a se movimentar, potencializa os espaços culturais e permite que estilos diferentes de arte sejam produzidos e tenham espaço. Esperamos que esse tipo de política continue e que os editais ampliem o leque”, completou.
Sobre o edital Tô no Pelô
O edital Tô no Pelô – Apoio à Dinamização Artístico-Cultural do Pelourinho, lançado em setembro de 2008 pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), teve como objetivo apoiar projetos para a ocupação de largos e a realização de intervenções urbanas e ações artístico-educativas que promovam a cidadania no Pelourinho. Nesta edição, foram 22 projetos aprovados, entre eles o Vem pra Didá, Vem pro Pelô.
Dessa forma, foram contemplados projetos de grupos, companhias, coletivos, artistas independentes e/ou instituições do campo artístico-cultural do Estado da Bahia que receberam apoio financeiro e/ou estrutural para desenvolver atividades que se adequassem aos objetivos do edital.
Idealizado por uma das líderes da banda Didá, Viviam, e pelo inventor do samba reggae e fundador da Escola Didá, Neguinho do Samba, o projeto Vem pra Didá, Vem pro Pelô já recebeu diversos artistas baianos e nacionais, alguns bastante conhecidos da mídia e outros ainda sem grande destaque, mas talentosos, como salientou Viviam, em entrevista para o Pelourinho Cultural. Ao total, os ensaios já receberam 19 atrações do total de 20 previstas pelo projeto: Daniela Mercury (15/01), Márcia Short (22/01), Nara Costa (29/01), Will Carvalho (05/02), Manuela Rodrigues (19/02), Gal do Beco (26/02), Mariela Santiago (05/03), Ana Paula Albuquerque (12/03), Paula Azevich (19/03), Célia França (26/03), Mariela Santiago (16/04), Rita Braz (23/04), Mariene de Castro (30/04), Cláudia Cunha (07/05), Ganhadeiras de Itapuã (14/05), Noeme Bastos (21/05), Juliana Ribeiro (28/05), Daniela Tourinho (04/06) e Marilda Santana (06/08).

O projeto teve como objetivo principal reiniciar os tradicionais ensaios da banda Didá no Centro Histórico: “há quase dois anos a Didá não tinha a possibilidade de realizar os ensaios no Pelourinho, então, quando o edital surgiu, nós pensamos que seria uma boa oportunidade, pois proporcionaria a infraestrutura e os recursos necessários para a realização do projeto.
Outra importante característica do Vem pra Didá, Vem pro Pelô foi a realização paralela de trabalhos sociais com a comunidade do Pelourinho, voltados para as mulheres, e em especial, para as negras. Além das ações sócio-culturais de caráter contínuo desenvolvidas através da Associação Educativa e Cultural Didá, Viviam destaca que aproximadamente 90% das convidadas dos ensaios eram negras e tanto a equipe de produção quanto as artesãs que comercializavam na praça eram, em 90%, mulheres. Viviam enfatiza ainda que, com a aproximação do encerramento da temporada é possível perceber que as principais metas do projeto foram cumpridas: “A expectativa de gerar renda e trabalho para as mulheres da comunidade, de mostrar o trabalho de ainda não muito conhecidas, de receber cantoras importantes e de difundir a memória de Neguinho do Samba, tudo isso tem sido realizado de uma forma equilibrada. Acho que a gente superou a expectativa”, afirmou.

No que se refere ao público dos ensaios, Viviam sublinha que nas edições anteriores havia predominância de turistas vindos de outros países, estados e cidades. Já em 2010, o baixo valor dos ingressos (R$5,00) proporcionou à população de Salvador maior acesso: “Isso deu muito certo. Pessoas da comunidade, que convivem com a Didá, seja em projetos sociais e cursos, seja saindo no bloco, etc. puderam acompanhar os ensaios. Além disso, pessoas que não conheciam a banda tornaram-se fãs, ao mesmo tempo em que turistas de outros países e cidades continuam prestigiando nossos ensaios. As pessoas assistem aos shows e voltam para assistir outro”.
Viviam ressalta ainda que o projeto Vem pra Didá, Vem pro Pelô agregou diversas experiências à banda: “Mas o mais importante é sentir, é ver que a banda e a comunidade estão caminhando lado a lado. É estranho viver em uma comunidade e sentir que não há integração ou troca”, sublinhou.
Quando interrogada a respeito da expectativa para o show de encerramento, que contará com a presença da baiana Margareth Menezes, Viviam não escondeu a felicidade de receber a conterrânea. Ela complementa destacando que Margareth é uma artista de importância nacional e que tem uma relação de proximidade com a banda Didá: “Já fizemos outros shows com ela, anteriormente. Acredito que o público vai ser grande e a praça deve ficar lotada, do mesmo modo que aconteceu no show de abertura com Daniela Mercury, que também tem uma história de aproximação com a Didá”.
Viviam comentou ainda sobre a importância de a Bahia contar com a iniciativa de editais como o Tô no Pelô: “Eu lamento que diversos outros bons projetos não tenham sido aprovados. Esse tipo de edital é muito bom, pois proporciona que a cultura continue a se movimentar, potencializa os espaços culturais e permite que estilos diferentes de arte sejam produzidos e tenham espaço. Esperamos que esse tipo de política continue e que os editais ampliem o leque”, completou.
Sobre o edital Tô no Pelô
O edital Tô no Pelô – Apoio à Dinamização Artístico-Cultural do Pelourinho, lançado em setembro de 2008 pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), teve como objetivo apoiar projetos para a ocupação de largos e a realização de intervenções urbanas e ações artístico-educativas que promovam a cidadania no Pelourinho. Nesta edição, foram 22 projetos aprovados, entre eles o Vem pra Didá, Vem pro Pelô.
Dessa forma, foram contemplados projetos de grupos, companhias, coletivos, artistas independentes e/ou instituições do campo artístico-cultural do Estado da Bahia que receberam apoio financeiro e/ou estrutural para desenvolver atividades que se adequassem aos objetivos do edital.
Assessoria de Comunicação PELOURINHO CULTURAL - IPAC
Secretaria de Cultura da Bahia - Secult
Contato: (71) 3117-1509
Fotos: Genilson Coutinho


